"Eles juntaram-se na treva para pensar e reflectir. Foi assim que vieram a decidir qual o material correcto para a criação do homem."
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Diário de um Vagabundo
O mundo morreu! Sim, morreu Isto vos digo; A minha razão De viver assim renasceu… Quem sou eu? – Perguntais: Mero caminhante e sem abrigo. “Pobre infeliz” dizei – Virai a face E escarnecei. Filho das ruas e do vento Corpo sem espírito nem alento
Prevaricador desavergonhado! Sanguessuga social desmoronado! Abro o peito sem nada a perder Admitindo o desalento Face ao mundo em retrocedimento; Um poço sem fundo a enegrecer.
Ide então… vendei vossas almas E vossos corpos à sociedade; A morte caminha sobre nossas auras Em passos largos de finalidade. A insignificância de onde vivemos Nós a criámos; Esgotando esforços Nos lugares errados.
Da tua flor a tintura da vida, da tua canção a sombra fresca na terra. Morre a águia e morre o tigre, e cobrirás a pincelagem primeira, da amizade, da nobreza, do amor fraterno, com a sombra negra da terra.
Uma larga plumagem é o teu coração, e de puro jade é a tua palavra, ó Pai!
Tende piedade de mim e sobre mim pousai um olhar misericordioso, porque será por um momento breve, como, em oferta à Mãe Morte, abrem os frutos azuis os corais de flor e canção.
Blood Gatherer
We shall not for ever die; even the grains of corn we put under the earth grow up and become living things.
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