Casa, com o coração cheio de silêncio vi Os olhos despedaçados das crianças Crescer de novo para morrer E brandas de loucura as crianças soterrarem As mãos na cabeça larga demais para o corpo O orvalho sedento beber-lhes a oxidação E os sorrisos cortejarem e esquartejarem O coração cheio de silêncio vi.
Casa, a soprar um vento escuro E eu era um jardim soalheiro Tu a sombra do palácio perdido E as estrelas com que te lembro apagam-se Nas paredes e quem me guiará No baixio silêncioso das palpelbras azuis Nos rostos que vão para dentro do meu Até gritar o nome esquecido E gritá-lo por o ter esquecido Para lembrar o espírito do mal que grita As formas brancas da luz com lepra nevam E tu gravas-te na minha fronte.
Os pardais enchem as valas de morte Cantam-te, e Casa, Hei-de me afundar sob os carvalhos E apagar o teu rasto Com a mesma ira de seres incêndio.
Olho a aldeia de vinho e secura
O Outono que entra e dependura
As cidades de fogo consumidas
Um vento escuro despe as mulheres ébrias
Da cor azul da uva, vidraças estremecem
Malditas, solitárias na noite calma
As feras negras adornam-se de lírios
Da tua flor a tintura da vida, da tua canção a sombra fresca na terra. Morre a águia e morre o tigre, e cobrirás a pincelagem primeira, da amizade, da nobreza, do amor fraterno, com a sombra negra da terra.
Uma larga plumagem é o teu coração, e de puro jade é a tua palavra, ó Pai!
Tende piedade de mim e sobre mim pousai um olhar misericordioso, porque será por um momento breve, como, em oferta à Mãe Morte, abrem os frutos azuis os corais de flor e canção.
Blood Gatherer
We shall not for ever die; even the grains of corn we put under the earth grow up and become living things.