"Eles juntaram-se na treva para pensar e reflectir. Foi assim que vieram a decidir qual o material correcto para a criação do homem."
domingo, 13 de novembro de 2011
La Gitana
O teu cabelo em rosas na geada enquanto dançávamos, A feiticeira a enfeitiçar e o paladino em luar, À luz das estrelas teciamo-nos numa teia de seda e aço Sem memória como o mármore nas câmaras de Boabdil, No jardim secreto das rosas com as fontes e os orvalhos Onde a nevada serra nos suavizou com as brisas e os galhos! À luz das estrelas enquanto tremíamos do riso à carícia E o deus veio quente sobre nós na nossa pagã delícia. Era o Baille de la Bona demasiado sedutor? Sentiste Pelo silêncio e pela doçura toda a tensão que assentiste? Pois o teu cabelo em rosas e a minha carne em espinhos, E a meia noite desceu em nós como mil loucas auroras. Ah! minha cigana, minha Gitana, minha Saliya! estavas desejosa Que a dança se tornasse solene? - Ó solarenga terra de Espanha! Minha Gitana, minha Saliya! Mais deliciosa que uma pomba! Com teu cabelo incendiado por rosas e teus lábios acesos por amor! Deverei ver-te? E beijar-te uma vez mais? Eu divago para longe Da terra solarenga de verão para a gelada estrela polar Hei-de encontrar-te, hei-de encontrar-te! Eu estou a retornar Da obscenidade e da neblina para te procurar na solarenga terra de Espanha. Hei-de encontrar-te, minha Gitana, minha Saliya! como antigamente Com teus cabelos incendiados de rosas e o teu corpo feliz com ardosas. Eu hei-de encontrar-te, eu hei-de ter-te, no sul e no verão Com a nossa paixão no teu corpo e o nosso amor na tua boca - Com o nosso espanto e a nossa adoração seja o mundo incendiado e renovado! Minha Gitana, minha Saliya! Eu retorno para ti!
Da tua flor a tintura da vida, da tua canção a sombra fresca na terra. Morre a águia e morre o tigre, e cobrirás a pincelagem primeira, da amizade, da nobreza, do amor fraterno, com a sombra negra da terra.
Uma larga plumagem é o teu coração, e de puro jade é a tua palavra, ó Pai!
Tende piedade de mim e sobre mim pousai um olhar misericordioso, porque será por um momento breve, como, em oferta à Mãe Morte, abrem os frutos azuis os corais de flor e canção.
Blood Gatherer
We shall not for ever die; even the grains of corn we put under the earth grow up and become living things.
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