"Eles juntaram-se na treva para pensar e reflectir. Foi assim que vieram a decidir qual o material correcto para a criação do homem."
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Sombrinha
Os campos estendem-se na distância da vila, Abrem-se asas, nos pássaros As mães e os filhos carregam malas com vestidos E o horizonte deixava-se deslizar pelas planícies.
Toc toc toc toc toc A sombra ia descansar à vila, aproveitava. Faltava pouco para o campo atravessar as ruas Com o rosto coberto de terra.
Os pardais morrem com um som triste Mas ouvia-se apenas o descanso.
Ali estou eu, a estalar no centro De uma pedra do passeio, A ser esquecido enquanto o silêncio Embacia as imagens.
O silêncio passou, só se ouviam as folhas De hera a enfiarem-se nos pássaros, E passos de cristal, A terra seca a escorregar nas chinelas.
Da tua flor a tintura da vida, da tua canção a sombra fresca na terra. Morre a águia e morre o tigre, e cobrirás a pincelagem primeira, da amizade, da nobreza, do amor fraterno, com a sombra negra da terra.
Uma larga plumagem é o teu coração, e de puro jade é a tua palavra, ó Pai!
Tende piedade de mim e sobre mim pousai um olhar misericordioso, porque será por um momento breve, como, em oferta à Mãe Morte, abrem os frutos azuis os corais de flor e canção.
Blood Gatherer
We shall not for ever die; even the grains of corn we put under the earth grow up and become living things.
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